** PALAVRAS... QUE FALAM POR MIM AQUILO QUE AS VEZES AINDA NEM PENSEI C0M TAMANHA CLAREZA, OU LOUCURA...OU AINDA COM UMA IDEIA CONTRÁRIA AS POR MIM CONHECIDAS... ATÉ POR PURA FELICIDADE ENCONTRA-LAS, DE FORMA INTIMA. OU, DESENVOLVE-LAS, A PARTIR DE UM NOVO PONTO DE VISTA.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Tanta noticia horrenda na televisão... Nunca entendi muito de guerra, quem quer o quê, porquê e para que??? mas tenho para mim que não as forças bélicas e, sim os políticos deveriam guerrear. Por exemplo: Brasil contra Estados Unidos. Vai lá a Dilma com mais uns trezentos senadores e ministros, todos municiados e em um campo neutro. Do outro lado Barack e seus escolhidos, na mesma quantidade, porque se tem uma coisa que queremos é direitos iguais e se fuzilem, enquanto nós, reles mortais assistimos pela televisão. Seria interessante.
Os políticos não estão lá para nos representar??? quem vencesse o conflito automaticamente levaria a vitória para seu país, políticos o país perdedor arrumaria outros, creio eu que até com certa facilidade. Claro, pode ser uma bobagem desgraçada esse meu tipo de pensamento, mas acho que pensaríamos mais enquanto humanos desumanos que somos, em apontar nossas armas para qualquer país... Se tem um ditado que é propício para este escrito é que:
"- passarinho que come pedra, sabe o bico que têm."
terça-feira, 1 de julho de 2014
É, NO PÉ QUE VAI, É MELHOR ARRUMARMOS AS MODARÇAS E FREIOS E JÁ COLOCARMOS...
Supremo nega direito a 'manifestações ideológicas' nos estádios durante a Copa
Brasília - Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitaram nesta terça-feira, 1, um pedido do PSDB para que fosse declarada inconstitucional parte da Lei Geral da Copa e fosse assegurado o direito de realizar protestos ideológicos nos estádios brasileiros durante os jogos da Copa do Mundo. Conforme a maioria dos ministros do STF, a Lei Geral da Copa garante a liberdade de expressão.
Em seu voto, o ministro Gilmar Mendes afirmou que a regra contestada aparentemente tinha o objetivo de evitar que grandes conflitos afetassem a segurança dos torcedores. De acordo com ele, medidas semelhantes já foram estabelecidas pelo Estatuto do Torcedor, que tratou de formas de prevenção e repressão de atos de violência.
O artigo questionado pelo PSDB proíbe a entrada em estádios de torcedores com faixas e cartazes que tenham outros objetivos que não o da manifestação festiva e amigável. No entanto, há uma ressalva: "o direito constitucional ao livre exercício de manifestação e à plena liberdade de expressão em defesa da dignidade da pessoa humana."
"Penso que o dispositivo, por ter sentido oposto ao da restrição da liberdade de expressão, não tem razão para ser retirado do ordenamento jurídico", afirmou durante o julgamento o ministro Luís Roberto Barroso.
estadao.com.br 4 horas atrás Por Mariângela Gallucci
Em seu voto, o ministro Gilmar Mendes afirmou que a regra contestada aparentemente tinha o objetivo de evitar que grandes conflitos afetassem a segurança dos torcedores. De acordo com ele, medidas semelhantes já foram estabelecidas pelo Estatuto do Torcedor, que tratou de formas de prevenção e repressão de atos de violência.
O artigo questionado pelo PSDB proíbe a entrada em estádios de torcedores com faixas e cartazes que tenham outros objetivos que não o da manifestação festiva e amigável. No entanto, há uma ressalva: "o direito constitucional ao livre exercício de manifestação e à plena liberdade de expressão em defesa da dignidade da pessoa humana."
"Penso que o dispositivo, por ter sentido oposto ao da restrição da liberdade de expressão, não tem razão para ser retirado do ordenamento jurídico", afirmou durante o julgamento o ministro Luís Roberto Barroso.
estadao.com.br 4 horas atrás Por Mariângela Gallucci
quinta-feira, 26 de junho de 2014
MENOS
Arte de Andy Warhol
Fabrício Carpinejar
Engarrafado nas ruas de São Paulo, aceito o desespero. Posso chegar fora da hora e perder o compromisso. Não telefono para quem me espera; a ligação somente multiplica a ansiedade e me estimula a dividir a culpa do atraso com os problemas viários.
Tenho uma distração refinada. Gosto de observar os carros amassados. Ligo a música instrumental de meu pensamento. Assisto a uma orquestra de rangidos, discernindo o motor dos barulhos intrusos.
É impressionante como há carros amassados em São Paulo. Um cemitério ainda vivo de automóveis. Fantasmas da Volks, da Fiat, da Renault conversando sobre os velhos tempos da concessionária em cada sinaleira.
Em Porto Alegre, são raros. Em São Leopoldo, muito menos. Batemos o veículo e logo estamos no dia seguinte na oficina, exigindo uma solução rápida do caso. Com ou sem dinheiro. Com ou sem seguro. Questão de honra - é como sair com pasta de dente no rosto, feijão nos dentes ou um chupão no pescoço. O carro está incluído nos itens indispensáveis da boa apresentação no trabalho.
Lá parece que não há tempo para arrumar o carro. Ou não vale a pena. Antevejo a origem do dano. O motorista foi manobrar e beijou a boca-de-lobo, ou alguém tirou lasca numa ultrapassagem arriscada. Estudo as imperfeições com rigor de um restaurador de obras de arte. De tão prejudicados, encontro veículos na forma de sanfona, flauta, pistão, mas que continuam trafegando sem temor. Funcionam, é o que importa.
Na capital paulista, se o amasso não emperra uma porta ou não trava o funcionamento do conjunto não é motivo de crise. Um risco na lataria não tira o sono de ninguém. Há uma conformação tranqüila. Não existe a tragédia das pequenas causas, leva-se adiante como se fossem naturais o choque, o impacto, o erro nesta vida atribulada.
Descobri que aquilo que me incomoda tremendamente não sustenta a raiva. É ficção para me dar importância. Talvez consertasse para manter a posição social.
Em casa, deixo agora um quadro trincado no escritório, uma mesinha com marca de cigarro, uma almofada no sofá sem botão, uma escultura decepada, uma parede com os pés dos filhos.
Não vou esconder, colocar fora e arrumar a cena para a visita. São marcas de que estou mentindo menos.
Arte de Andy Warhol
Fabrício Carpinejar
Engarrafado nas ruas de São Paulo, aceito o desespero. Posso chegar fora da hora e perder o compromisso. Não telefono para quem me espera; a ligação somente multiplica a ansiedade e me estimula a dividir a culpa do atraso com os problemas viários.
Tenho uma distração refinada. Gosto de observar os carros amassados. Ligo a música instrumental de meu pensamento. Assisto a uma orquestra de rangidos, discernindo o motor dos barulhos intrusos.
É impressionante como há carros amassados em São Paulo. Um cemitério ainda vivo de automóveis. Fantasmas da Volks, da Fiat, da Renault conversando sobre os velhos tempos da concessionária em cada sinaleira.
Em Porto Alegre, são raros. Em São Leopoldo, muito menos. Batemos o veículo e logo estamos no dia seguinte na oficina, exigindo uma solução rápida do caso. Com ou sem dinheiro. Com ou sem seguro. Questão de honra - é como sair com pasta de dente no rosto, feijão nos dentes ou um chupão no pescoço. O carro está incluído nos itens indispensáveis da boa apresentação no trabalho.
Lá parece que não há tempo para arrumar o carro. Ou não vale a pena. Antevejo a origem do dano. O motorista foi manobrar e beijou a boca-de-lobo, ou alguém tirou lasca numa ultrapassagem arriscada. Estudo as imperfeições com rigor de um restaurador de obras de arte. De tão prejudicados, encontro veículos na forma de sanfona, flauta, pistão, mas que continuam trafegando sem temor. Funcionam, é o que importa.
Na capital paulista, se o amasso não emperra uma porta ou não trava o funcionamento do conjunto não é motivo de crise. Um risco na lataria não tira o sono de ninguém. Há uma conformação tranqüila. Não existe a tragédia das pequenas causas, leva-se adiante como se fossem naturais o choque, o impacto, o erro nesta vida atribulada.
Descobri que aquilo que me incomoda tremendamente não sustenta a raiva. É ficção para me dar importância. Talvez consertasse para manter a posição social.
Em casa, deixo agora um quadro trincado no escritório, uma mesinha com marca de cigarro, uma almofada no sofá sem botão, uma escultura decepada, uma parede com os pés dos filhos.
Não vou esconder, colocar fora e arrumar a cena para a visita. São marcas de que estou mentindo menos.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
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