"São filósofos aqueles capazes de atingir o que sempre existe de maneira imutável"
( PLATÃO ).
** PALAVRAS... QUE FALAM POR MIM AQUILO QUE AS VEZES AINDA NEM PENSEI C0M TAMANHA CLAREZA, OU LOUCURA...OU AINDA COM UMA IDEIA CONTRÁRIA AS POR MIM CONHECIDAS... ATÉ POR PURA FELICIDADE ENCONTRA-LAS, DE FORMA INTIMA. OU, DESENVOLVE-LAS, A PARTIR DE UM NOVO PONTO DE VISTA.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
SCHOPENHAUER
"A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais."
"Quanto menos inteligente um homem é, menos misteriosa lhe parece a existência."
"O dinheiro é uma felicidade humana abstrata; por isso aquele que já não é capaz de apreciar a verdadeira felicidade humana, dedica-se completamente a ele."
"Nas pessoas de capacidade limitada, a modéstia não passa de mera honestidade, mas em quem possui grande talento, é hipocrisia."
"O amor é a compensação da morte."
"A riqueza influencia-nos como a água do mar. Quanto mais bebemos, mais sede temos.."
"A arte é uma flor nascida no caminho da nossa vida, e que se desenvolve para suavizá-la."
"Quanto mais elevado é o espírito mais ele sofre."
"As pessoas comuns pensam apenas como passar o tempo. Uma pessoa inteligente tenta usar o tempo."
"Certamente a vida não existe para ser aproveitada, mas para ser suportada e despachada... De fato, é um conforto na velhice ter o trabalho da vida por trás de si."
"Quem não tem medo da vida também não tem medo da morte."
"Casar-se significa duplicar as suas obrigações e reduzir a metade dos seus direitos."
"Se na hora de uma necessidade os amigos são poucos? Ao contrário! Basta fazer uma amizade com alguém para que, logo que este se encontre numa dificuldade, pedir dinheiro emprestado..."
"O destino baralha as cartas, e nós jogamos."
"Quanto menos inteligente um homem é, menos misteriosa lhe parece a existência."
"O dinheiro é uma felicidade humana abstrata; por isso aquele que já não é capaz de apreciar a verdadeira felicidade humana, dedica-se completamente a ele."
"Nas pessoas de capacidade limitada, a modéstia não passa de mera honestidade, mas em quem possui grande talento, é hipocrisia."
"O amor é a compensação da morte."
"A riqueza influencia-nos como a água do mar. Quanto mais bebemos, mais sede temos.."
"A arte é uma flor nascida no caminho da nossa vida, e que se desenvolve para suavizá-la."
"Quanto mais elevado é o espírito mais ele sofre."
"As pessoas comuns pensam apenas como passar o tempo. Uma pessoa inteligente tenta usar o tempo."
"Certamente a vida não existe para ser aproveitada, mas para ser suportada e despachada... De fato, é um conforto na velhice ter o trabalho da vida por trás de si."
"Quem não tem medo da vida também não tem medo da morte."
"Casar-se significa duplicar as suas obrigações e reduzir a metade dos seus direitos."
"Se na hora de uma necessidade os amigos são poucos? Ao contrário! Basta fazer uma amizade com alguém para que, logo que este se encontre numa dificuldade, pedir dinheiro emprestado..."
"O destino baralha as cartas, e nós jogamos."
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
FERNANDO PESSOA
O Problema da Sinceridade do Poeta
O poeta superior diz o que efectivamente sente.
O poeta médio diz o que decide sentir.
O poeta inferior diz o que julga que deve sentir.
Nada disto tem que ver com a sinceridade. Em primeiro lugar, ninguém sabe o que verdadeiramente sente:
é possível sentirmos alívio com a morte de alguém querido, e julgar que estamos sentindo pena,porque é isso que se deve sentir nessas ocasiões. A maioria da gente sente convencionalmente, embora com a maior sinceridade humana; o que não sente é com qualquer espécie ou grau de sinceridade intelectual, e essa é que importa no poeta. Tanto assim é que não creio que haja, em toda a já longa história da Poesia, mais que uns quatro ou cinco poetas, que dissessem o que verdadeiramente, e não só efectivamente, sentiam. Há alguns, muito grandes, que nunca o disseram, que foram sempre incapazes de o dizer. Quando muito há, em certos poetas, momentos em que dizem o que sentem.
O poeta superior diz o que efectivamente sente.
O poeta médio diz o que decide sentir.
O poeta inferior diz o que julga que deve sentir.
Nada disto tem que ver com a sinceridade. Em primeiro lugar, ninguém sabe o que verdadeiramente sente:
é possível sentirmos alívio com a morte de alguém querido, e julgar que estamos sentindo pena,porque é isso que se deve sentir nessas ocasiões. A maioria da gente sente convencionalmente, embora com a maior sinceridade humana; o que não sente é com qualquer espécie ou grau de sinceridade intelectual, e essa é que importa no poeta. Tanto assim é que não creio que haja, em toda a já longa história da Poesia, mais que uns quatro ou cinco poetas, que dissessem o que verdadeiramente, e não só efectivamente, sentiam. Há alguns, muito grandes, que nunca o disseram, que foram sempre incapazes de o dizer. Quando muito há, em certos poetas, momentos em que dizem o que sentem.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Sairei correndo,
lançarei meu corpo à rua.
Transtornado,
tornado
louco pelo desespero.
Não o consintas,
meu amor,
meu bem,
digamos até logo agora.
De qualquer forma
o meu amor
- duro fardo por certo -
pesará sobre ti
onde quer que te encontres.
Deixa que o fel da mágoa ressentida
num último grito estronde.
Quando um boi está morto de trabalho
ele se vai
e se deita na água fria.
Afora o teu amor
para mim
não há mar,
e a dor do teu amor nem a lágrima alivia.
Quando o elefante cansado quer repouso
ele jaz como um rei na areia ardente.
Afora o teu amor
para mim
não há sol,
e eu não sei onde estás e com quem.
Se ela assim torturasse um poeta,
ele
trocaria sua amada por dinheiro e glória,
mas a mim
nenhum som me importa
afora o som do teu nome que eu adoro.
E não me lançarei no abismo,
e não beberei veneno,
e não poderei apertar na têmpora o gatilho.
Afora
o teu olhar
nenhuma lâmina me atrai com seu brilho.
Amanhã esquecerás
que eu te pus num pedestal,
que incendiei de amor uma alma livre,
e os dias vãos - rodopiante carnaval -
dispersarão as folhas dos meus livros...
Acaso as folhas secas destes versos
far-te-ão parar,
respiração opressa?
Deixa-me ao menos
arrelvar numa última carícia
teu passo que se apressa.
Vladimir Maiakoviski
lançarei meu corpo à rua.
Transtornado,
tornado
louco pelo desespero.
Não o consintas,
meu amor,
meu bem,
digamos até logo agora.
De qualquer forma
o meu amor
- duro fardo por certo -
pesará sobre ti
onde quer que te encontres.
Deixa que o fel da mágoa ressentida
num último grito estronde.
Quando um boi está morto de trabalho
ele se vai
e se deita na água fria.
Afora o teu amor
para mim
não há mar,
e a dor do teu amor nem a lágrima alivia.
Quando o elefante cansado quer repouso
ele jaz como um rei na areia ardente.
Afora o teu amor
para mim
não há sol,
e eu não sei onde estás e com quem.
Se ela assim torturasse um poeta,
ele
trocaria sua amada por dinheiro e glória,
mas a mim
nenhum som me importa
afora o som do teu nome que eu adoro.
E não me lançarei no abismo,
e não beberei veneno,
e não poderei apertar na têmpora o gatilho.
Afora
o teu olhar
nenhuma lâmina me atrai com seu brilho.
Amanhã esquecerás
que eu te pus num pedestal,
que incendiei de amor uma alma livre,
e os dias vãos - rodopiante carnaval -
dispersarão as folhas dos meus livros...
Acaso as folhas secas destes versos
far-te-ão parar,
respiração opressa?
Deixa-me ao menos
arrelvar numa última carícia
teu passo que se apressa.
Vladimir Maiakoviski
Prefacio de 'Os Miseráveis'
" Enquanto, por efeito de leis e costumes, houver proscrição social, forçando a existência, em plena civilização, de verdadeiros infernos, e desvirtuando, por humana fatalidade,um destino por natureza divino; enquanto os três problemas do século - a degradação do homem pelo proletariado, a prostituição da mulher pela fome, e a atrofia da criança pela ignorância - não forem resolvidos; enquanto houver lugares onde seja possível a asfixia social; em outras palavras, e de um ponto de vista mais amplo ainda, enquanto sobre a terra houver ignorância e miséria, livros como este não serão inúteis."
" Enquanto, por efeito de leis e costumes, houver proscrição social, forçando a existência, em plena civilização, de verdadeiros infernos, e desvirtuando, por humana fatalidade,um destino por natureza divino; enquanto os três problemas do século - a degradação do homem pelo proletariado, a prostituição da mulher pela fome, e a atrofia da criança pela ignorância - não forem resolvidos; enquanto houver lugares onde seja possível a asfixia social; em outras palavras, e de um ponto de vista mais amplo ainda, enquanto sobre a terra houver ignorância e miséria, livros como este não serão inúteis."
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
" A lâmpada vela, e portanto vigia. Quanto mais estreito é o fio de luz, mais penetrante é a vigilância. (...) A lâmpada é um signo de uma grande espera. Pela luz da casa distante, a casa vê, vela, vigia, espera. (...) Por sua luz, a casa é humana. Ela vê como um homem. É um olho aberto para a noite."
Bachelard
Bachelard
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