É próprio de minha pequenez de espírito, alcançar com dedos táteis e sufocantes,
no que erramos ao querer se dar?
mas aos poucos, sem se permitir ou só por alguns instantes...
Aliviar angústias,
suprir necessidades.
escarro, penúria.
Preocupar-se consigo e com o que parece vital.
Necessário!
Ora, que importa se outros descalçaram sapatos para não ofender nossa fragilidade religiosa, nossas crenças e anseios... Nosso âmago...
Dane-se o mundo
e, dane se os outros...
De o meu egoísmo.
Se entregue por essa noite. Vá embora ou sequer apareça.
Não há importância em sua história, sequer eu a tenho,
o pouco da minha identificação,
você tem carregado, nas plaquetas de um exército que sequer disparei um tiro... os guardei esperando que morresse um dia, mas, como saber se estou vivo ainda,
na ilusão de concretudes...
por sua boca, entrou o que não foi sentido no olhar...
fugacidade
em nossas bobagens literais, filosofias toscas, apoiadas em livros, sendo externo a eles também.
Confesse seus piores defeitos e
promiscuidades... dúvidas...
queira a realidade triste, de não saber se é verdade,
se sempre foi intenso ou se nunca fomos personificados de nada,
para aprender de fora o que também não se consegue olhar por dentro!!!
** PALAVRAS... QUE FALAM POR MIM AQUILO QUE AS VEZES AINDA NEM PENSEI C0M TAMANHA CLAREZA, OU LOUCURA...OU AINDA COM UMA IDEIA CONTRÁRIA AS POR MIM CONHECIDAS... ATÉ POR PURA FELICIDADE ENCONTRA-LAS, DE FORMA INTIMA. OU, DESENVOLVE-LAS, A PARTIR DE UM NOVO PONTO DE VISTA.
sábado, 21 de novembro de 2015
“Parece improvável que a humanidade em geral seja algum dia capaz de dispensar os ‘paraísos artificiais’, isto é, [...] a busca de auto transcendência através das drogas ou [...] umas férias químicas de si mesmo...
a maioria dos homens e mulheres levam vidas tão dolorosas - ou tão monótonas, pobres e limitadas, que a tentação de transcender a si mesmo, ainda que por alguns momentos, é e sempre foi um dos principais apetites da alma.”
(Aldous Huxley, escritor inglês)
Foucault afirma, o discurso da repressão parece ser ele mesmo coberto por uma aura de transgressão, como se o próprio falar de sexo e de sua proibição estivesse fora do alcance da lei. Como se fosse em si mesmo um ato revolucionário que promete um futuro libertador (e prazeroso). Isso explicaria toda a gama de sutilezas encontradas ao tratar do sexo em termos de repressão. Na solenidade das falas, na pose, no tom de voz, cheios de consciência da subversão. Como uma pregação, denunciando hipocrisias, revelando uma verdade, prometendo uma felicidade vindoura: “o enunciado da opressão e a forma de pregação referem-se mutuamente; reforçam-se reciprocamente”.
(FOUCAULT, 1988, p. 13).
(FOUCAULT, 1988, p. 13).
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
"
QUANDO REFLITO SOBRE A BREVE DURAÇÃO DA MINHA VIDA, ABSORVIDA NA
ETERNIDADE ANTERIOR E NA ETERNIDADE POSTERIOR, NO PEQUENO ESPAÇO QUE
OCUPO, E MESMO NO QUE VEJO, FUNDIDO NA IMENSIDÃO DOS ESPAÇOS QUE IGNORO E
QUE ME IGNORAM, ATERRO-ME E ASSOMBRO-ME DE VER-ME AQUI E NÃO EM OUTRA
PARTE, UMA VEZ QUE NÃO EXISTE MOTIVO NENHUM PARA QUE EU ESTEJA AQUI E
NÃO ALHURES, NESTE MOMENTO E NÃO EM OUTRO MOMENTO QUALQUER. QUEM ME
COLOCOU EM TAIS CONDIÇÕES ??? POR ORDEM E OBRA DE QUEM ME FORAM
DESIGNADOS ESTE LUGAR E ESTE MOMENTO ???
( PASCAL ).
"Enquanto
um indivíduo reconhecer os pontos fortes e fracos de sua teoria, de sua
arte, de sua religião, sua força ainda é escassa. O discípulo e o
apóstolo que não tem olhos para a fraqueza da teoria, da religião e
assim por diante, ofuscado pelo prestígio de seu mestre e por sua
devoção para com ele, tem, por isso, habitualmente mais poder que o
mestre. Sem os discípulos cegos, a influência de um homem e de sua obra
nunca conseguiu ainda se difundir. Muitas vezes, ajudar no triunfo de
uma ideia significa apenas associá-la tão fraternalmente com a
estupidez, que o peso da última se torna também obrigatória a vitória da
primeira". ( NIETZSCHE ).
domingo, 1 de novembro de 2015
A Globalização é uma Nova Forma de Totalistarismo
A globalização económica é compatível com os direitos humanos? Temos de fazer esta pergunta a nós próprios e ver que a resposta é que ou há globalização ou há direitos, por mais que os poderes tenham a hipocrisia de dizer que a globalização favorece os direitos humanos, quando o que faz é fabricar excluídos. A globalização é simplesmente uma nova forma de totalitarismo que não tem de chegar sempre com uma camisa azul, castanha ou negra e com o braço erguido; tem muitas caras e a globalização é uma delas. Devíamos voltar a Marx e a Engels para reverter a situação, ainda que seja pouco menos que politicamente incorrecto referirmo-nos a estes cadáveres da história quando a ideologia parece que morreu.
José Saramago, in 'Turia (2001)'
A quem censurar?
Cada vez que me deparo com noticias que nos expõe enquanto um todo, enquanto sociedade, e tem sido muitas, me pergunto com qual consciência tranquila e limpa estamos "cobrando" nossos políticos.
Podemos argumentar, que essa noticia abaixo por exemplo, fala de uma parte de um todo, o que pode mesmo ser visto como verdade; mas, pensando friamente, em nossos pequenos atos, nossas pequenas corrupções diárias, deslizes... Um estacionar em vaga proibida, compra e venda de produtos, que são feitos com mão de obra análogas a escravidão, o sentar se em ônibus nos lugares de grávidas, idosos ou deficientes físicos, nosso não comungar de verdade com a dor ou miserabilidade dos outros, furar fila, vantagens indevidas, desrespeito e falta de gentileza no trânsito. delações... Moralismo? Não. Sei que não há perfeição em mim, também faço parte de erros, aos quais me proponho ver; porém percebo que enquanto população, mudaremos muitas coisas, quando começarmos as mudanças através de nós mesmos. Claro que políticos corruptos devem ser julgados e presos e, que haja mesmo eficiência nessas prisões, para acabarmos com a ideia histórica da cadeia que só funciona para pobres e desfavorecidos. Mas, urgentemente, precisamos resolver nossa crise moral, ou seria ética?
Gato" preocupante: 4,5 milhões de lares roubam serviço de TV paga no país
Colunas - Flavio Ricco
Quando, um dia, Pelé disse que o brasileiro não sabia votar, o mundo caiu na cabeça dele. Hoje, se constata, que até agora não aprendemos, caso contrário não estaríamos tão mal representados como sempre estivemos. Há um preço para toda escolha ruim. Quem consegue rapidamente se lembrar em qual vereador, deputado estadual ou federal e mesmo senador votou nas últimas eleições?
E aí se reclama de impostos cada vez mais altos, saúde e educação deficientes, transporte ruim, segurança que não existe e tantas outras carências em setores essenciais.
Mas alguém já parou para perguntar a si mesmo se está fazendo a sua parte? Evidente que o problema é muito amplo, mas só naquilo que nos diz respeito, como admitir que 4,5 milhões de lares brasileiros "gatunam" o serviço de TV paga? Este é um dado oficial. E, conforme levantamentos, é um universo que atinge as mais diferentes classes de pessoas, até mesmo aquelas que têm condições de contratar os trabalhos de uma operadora.
Convenhamos
Televisão não é produto de primeira necessidade na vida de ninguém.
Mas roubar os serviços de uma operadora é crime. Dá cadeia. A Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) e a Receita Federal do Brasil firmaram termo de cooperação para destruir milhares de decodificadores ilegais de TV paga que são apreendidos na região Sul do Brasil.
Sol com a peneira
A pirataria e a ilegalidade estão incrustadas na vida de algumas pessoas. As que querem tirar vantagem em tudo, e não se importam em prejudicar o próximo.
Que este termo de cooperação produza os efeitos que pretendemos. Exercer maior patrulha na tríplice fronteira já é um passo bem significativo, mas que também nos leva a esperar por outros. Que tal um "passeio" na Santa Efigênia.
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