Dialogo entre o personagem Walter Black e o entrevistador Matt
no filme:
Um novo Despertar.
Bem, as vezes Matt. Posso te chamar de Matt?
Sim, claro.
As vezes, uma ideia brilhante aparece no meio da noite.
Mas, seu gênio parece estar num boneco de pano, então as pessoas devem duvidar um pouco de sua sanidade.
Dizem que Mozart, costumava miar como um gato ocasionalmente... mas, ele se saiu bem. Ótimas músicas você não acha?
Walter, eu quero falar de depressão. Porque do jeito que me contaram, tudo isso começou como uma forma de lidar com sua doença mental.
Sim, isso mesmo?
- As vezes Matt, chegamos a um ponto que...
para seguir em frente...
Temos que começar do zero. começamos a nos ver como uma caixa na qual estamos presos.
Não importa o quanto tentamos escapar:
AUTOAJUDA, TERAPIAS, DROGAS...
Apenas nos afundamos mais e mais e, o único modo de fugir da caixa... é se livrar dela para sempre. Quer dizer, foi você mesmo que a construiu.
Quer dizer, se as pessoas ao seu redor oprimem o seu espirito, quem precisa delas?
Sua esposa que finge que te ama, seu filho que não te suporta.
Acabe com o sofrimento deles.
Começar de novo não é loucura, loucura é você ser infeliz. Andar por ai como um zumbi, desligado dia após dia...
Fingir que as coisas são como deveriam ser pelo resto de sua maldita vida. Toda a sua potencialidade, esperança, sentimento. Toda paixão que a vida sugou de você. Estique sua mão e agarre firme. Pegue de volta dos infelizes sanguesugas...
Esse é um retrato de Walter Black, um individuo irremediavelmente depressivo que se tornou o castor.
Tem muita gente lá fora desesperada para ouvir. as pessoas parecem adorar os desastres... em especial, quando não acontece com elas.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Erros da Inteligência e do Coração
Os erros e as dúvidas da inteligência desaparecem mais depressa, sem deixar rastro que os erros do coração; desaparecem não tanto em consequência de discussões e polemicas como graças à lógica iniludível dos acontecimentos da vida viva, que às vezes trazem consigo o verdadeiro escape e mostram o caminho adequado. Senão logo, na primeira altura, num prazo relativamente breve, em certas ocasiões sem haver necessidade de se esperar pela geração seguinte...
Com os erros do coração o mesmo não sucede. O erro do coração é de maior monta; significa que o espírito frequentemente, o espírito de toda a nação está doente. Sofre de qualquer contágio e não poucas vezes essa enfermidade, esse contacto, implicam tal grau de cegueira que toda a nação se torna incurável... por mais tentativas que se façam para a salvar.
Pelo contrário, essa cegueira desfigura os factos a seu talante, deforma-os segundo as delirantes visões do espírito doente e até pode suceder que toda a nação, prefira ir para a ruína conscientemente quer dizer, conhecendo já a sua cegueira, a deixar-se curar... pois já não quer que a curem.
Fiodor Dostoievski, in "Diário de um Escritor"
Os erros e as dúvidas da inteligência desaparecem mais depressa, sem deixar rastro que os erros do coração; desaparecem não tanto em consequência de discussões e polemicas como graças à lógica iniludível dos acontecimentos da vida viva, que às vezes trazem consigo o verdadeiro escape e mostram o caminho adequado. Senão logo, na primeira altura, num prazo relativamente breve, em certas ocasiões sem haver necessidade de se esperar pela geração seguinte...
Com os erros do coração o mesmo não sucede. O erro do coração é de maior monta; significa que o espírito frequentemente, o espírito de toda a nação está doente. Sofre de qualquer contágio e não poucas vezes essa enfermidade, esse contacto, implicam tal grau de cegueira que toda a nação se torna incurável... por mais tentativas que se façam para a salvar.
Pelo contrário, essa cegueira desfigura os factos a seu talante, deforma-os segundo as delirantes visões do espírito doente e até pode suceder que toda a nação, prefira ir para a ruína conscientemente quer dizer, conhecendo já a sua cegueira, a deixar-se curar... pois já não quer que a curem.
Fiodor Dostoievski, in "Diário de um Escritor"
A Falácia da Comparação
Os homens não se conhecem uns aos outros com facilidade, ainda que ponham nisso o melhor da sua vontade e das suas intenções. Porque há que contar sempre com a má vontade que tudo distorce.
Conhecer-nos-íamos melhor uns aos outros se não estivéssemos sempre a querer comparar-nos uns com os outros. Decorre daí que as pessoas fora do vulgar ficam em pior situação, porque, como as outras não chegam a poder comparar-se com elas, tornam-se alvo de demasiada atenção.
Johann Wolfgang von Goethe, in 'Máximas e Reflexões'
Os homens não se conhecem uns aos outros com facilidade, ainda que ponham nisso o melhor da sua vontade e das suas intenções. Porque há que contar sempre com a má vontade que tudo distorce.
Conhecer-nos-íamos melhor uns aos outros se não estivéssemos sempre a querer comparar-nos uns com os outros. Decorre daí que as pessoas fora do vulgar ficam em pior situação, porque, como as outras não chegam a poder comparar-se com elas, tornam-se alvo de demasiada atenção.
Johann Wolfgang von Goethe, in 'Máximas e Reflexões'
Da Imparcialidade
O homem - eternamente escravo de suas paixões pessoais -
Ë absolutamente incapaz de imparcialidade.
Só Deus é imparcial.
Só Ele é que pode, por exemplo,
Abençoar, ao mesmo tempo,
As bandeiras de dois exércitos inimigos que vão entrar em luta...
[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]
O homem - eternamente escravo de suas paixões pessoais -
Ë absolutamente incapaz de imparcialidade.
Só Deus é imparcial.
Só Ele é que pode, por exemplo,
Abençoar, ao mesmo tempo,
As bandeiras de dois exércitos inimigos que vão entrar em luta...
[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]
Confissão
Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!
[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]
Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!
[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]
Este e o outro lado
Tenho uma grande curiosidade do Outro Lado.
(Que haverá do Outro Lado, meu Deus?)
Mas também não tenho muita pressa...
Porque neste nosso mundo há belas panteras, nuvens, mulheres belas,
Árvores de um verde assustadoramente ecológico!
E lá - onde tudo recomeça -
Talvez não chova nunca,
Para a gente poder ficar em casa
Com saudades daqui...
[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]
Tenho uma grande curiosidade do Outro Lado.
(Que haverá do Outro Lado, meu Deus?)
Mas também não tenho muita pressa...
Porque neste nosso mundo há belas panteras, nuvens, mulheres belas,
Árvores de um verde assustadoramente ecológico!
E lá - onde tudo recomeça -
Talvez não chova nunca,
Para a gente poder ficar em casa
Com saudades daqui...
[Mario Quintana; Velório sem defunto, 1990]
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